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Trabalho Escravo

Entre 1995 e 2014, o Ministério do Trabalho e Emprego encontrou mais de 48 mil pessoas em situação de escravidão contemporânea no Brasil, de norte a sul do país. Ao ser submetido ao trabalho escravo, o trabalhador é desprovido de direitos, rebaixado e tratado como um ser descartável, despido de humanidade, um objeto. Quando sofre um acidente no trabalho ou fica doente, ele é simplesmente abandonado à própria sorte e há muitos outros para ocupar o seu lugar. O trabalho escravo contraria o princípio da dignidade da pessoa humana, colocado como fundamento primordial do Estado Brasileiro na Constituição Federal.

Nesta seção do Portal de Assalariados e Assalariadas Rurais, você encontra mais informações sobre esse grave problema que assola o país, além de um formulário para a realização de denúncias.

Para acabar de uma vez com o trabalho escravo, é preciso unir esforços. O Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais têm importante papel nesse sentido. Os sindicatos têm a chance de se aproximar de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem essa grave violação dos direitos humanos como nenhuma outra entidade: espalhados pelos municípios brasileiros, os sindicatos têm capilaridade e conseguem alcançar os locais mais remotos, onde nem poder público nem sociedade civil têm atuado nessa área. Como seu compromisso é com a melhoria das condições de trabalho e com a garantia dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, a luta contra o trabalho escravo ganha urgência para que se conquiste trabalho decente na zona rural.